Páginas

Genilda Lima

A COMPANHIA DE JESUS E A EDUCAÇÃO BRASILEIRA NOS SEUS PRIMEIROS ANOS
Genilda Pereira Batista Lima
UEG/ Campus Porangatu

A Educação brasileira teve seu início com os Padres Jesuítas que aqui chegaram em 1549, com o primeiro Governador Geral Tomé de Souza, que tinham o claro objetivo de catequisar os índios e fundar escolas para servir aos interesses da Igreja e da Colônia portuguesa no Brasil. Neste sentido entendemos que era uma educação fora da realidade, pois o Brasil era um país agrícola e necessitava de profissionais com conhecimento para manuseio do plantio da terra, como relatou Pero Vaz de Caminha em sua primeira Carta enviada ao Rei de Portugal afirmando que era a “Terra de boa aparência em que tudo se plantando dá”. Porém, foram enviados para a nova terra vários evangelizadores jesuítas para empreender uma ação catequista com vistas a exploração mineral do solo brasileiro.
Os missionário/professores pertenciam a Companhia de Jesus, uma ordem religiosa que foi fundada em 1534por Inácio de Loyola em pleno período que marcou a Contrarreforma. Loyola juntamente com um grupo de estudantes Universitários professaram votos de obediência à doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana com vista a combater o avanço do protestantismo e a difusão do catolicismo em novas terras. Para Feitosa (1986) a Cia de Jesus representava uma
[...] instituição essencialmente destinada à propagação da Fé. Este é o propósito que moveu Loyola a enviar seus emissários por toda a Europa, à Ásia, à Oceania, à África e posteriormente às Américas. Este motivo explica a instalação dos inacianos em 1540 em Portugal. Quanto ao Brasil, a chegada dos primeiros Jesuítas em 1549 também se justifica, em parte, a partir do interesse do Rei D. João III em difundir o Evangelho em todos os seus domínios. Sobre o assunto, escrevia o monarca, “eu atribuo uma importância capital”. (FEITOSA, 1986, p. 77).
Em pouco tempo os Jesuítas, estavam espalhados não só em Portugal, mas em toda Europa, chegando até ao Novo Mundo, nesse caso as Américas. Como missionários católicos e educadores exerceram uma influência singular na sociedade brasileira entre os séculos XVI e XVII. Dedicaram-se ao trabalho de missões educacionais, em sua maioria eram instrutores ou confessores dos reis. Na sua chegada ao Brasil como em outras nações traziam em sua bandeira o firme objetivo da responsabilidade de catequisar ou recatequisar os povos na defesa da santa Fé Católica. Como bons soldados de Cristo, deveriam lutar com todas as armas do ensino confessional no combate ao inimigo dessa fé. Nesta lógica, o inimigo era a Reforma Protestante ou o protestantismo já em desenvolvimento. O qual foi um movimento religioso, reformista cristão que foi liderado por Martinho Lutero no inicio século XVI, quando ele publicou no dia 31 de outubro de 1517 suas 95 teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg na Alemanha. Suas indagações protestavam contra diversos pontos da doutrina Católica e propunha uma  reforma na Igreja, o que não ocorreu, mas proporcionou o seguimento do movimento Religioso que foi denominado de Protestante ou Fé Reformada que propunha a volta as origens das escrituras sagradas.
O Brasil era um país dominado pelos portugueses de Fé Católica e tão logo Portugal aportou nessas terras em 1500, não tardou em cravar nelas uma Cruz de Malta e celebrando a uma missa na presença dos índios, demonstrando seu poder e sua reivindicação de posse sobre o território, a partir de então, inicia-se a educação não escolarizada via ato religioso dominador. Não podemos deixar de ressaltar que os símbolos religiosos católicos foram utilizados como instrumentos didáticos, pois facilitava na ótica do conquistador uma aprendizagem mais vantajosa e rápida.
Com a chegada dos Jesuítas comandados pelo Padre Manuel da Nóbrega em 1549 a educação brasileira seria institucionalizada. Segundo relatos da historiadora Aranha (1989) apenas quinze dias após essa chegada, os missionários edificaram a primeira escola elementar brasileira na cidade de Salvador, tendo como mestre o irmão Vicente Rodrigues, que tina apenas 21 anos de idade. Irmão Vicente tornou-se o primeiro professor nos moldes europeus e durante mais de 50 anos dedicou-se ao ensino e a propagação da fé religiosa.
Como podemos perceber os Jesuítas chegaram ao Brasil sabendo o que queriam, pois de 1549 até 1759 criaram escolas elementares, secundárias, seminários e missões espalhadas por todo o Brasil. Os Jesuítas souberam muito bem organizar o sistema educacional Brasileiro, de formação rigorosa. Eles seguiam ordens e orientações seguras previamente elaboradas e escritas por Inácio de Loyola. Todas as escolas eram regulamentadas por um documento denominado de Ratio atque Institutio Studiorum, chamado abreviadamente de Ratio Studiorum, Plano Educacional que foi muito bem elaborado nos aspectos pedagógica e administrativos pelo empreendedor Manuel da Nóbrega.
Entre os missionários/educadores que chegaram ao Brasil, o mais conhecido e talvez o mais atuante fosse o noviço José de Anchieta, que chega à Terra Brasilis com 19 anos. Anchieta tornou-se mestre-escola do Colégio de Piratininga; foi missionário no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Vicente onde escreveu na areia os “Poemas à Virgem Maria” (De beata virgine Dei matre Maria); Provincial da Companhia de Jesus de 1579 a 1586 e reitor do Colégio do Espírito Santo. Além disso, foi autor da Arte de Gramática da língua mais usada na costa do Brasil.
João de Azpilcueta Navarro foi o primeiro jesuíta a aprender a língua dos índios como também lhe coube o pioneirismo de adentrar aos sertões brasileiros em missão evangelizadora.
Os jesuítas perceberam que não seria possível converter os índios à fé católica sem que soubessem ler e escrever. De Salvador a obra jesuítica estendeu-se para o sul e em 1570, vinte e um anos após a chegada, já era composta por cinco escolas de instrução elementar (Porto Seguro, Ilhéus, São Vicente, Espírito Santo e São Paulo de Piratininga) e três colégios (Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia). Não se limitaram apenas ao ensino das primeiras letras; além do curso elementar eles mantinham os cursos de Letras e Filosofia, considerados secundários, e o curso de Teologia e Ciências Sagradas, de nível superior, para formação de sacerdotes e continuidade da obra educacional/sacerdotal da nova terra.
No curso de Letras tinha Gramática Latina, Humanidades e Retórica; e no curso de Filosofia, Lógica, Metafísica, Moral, Matemática e Ciências Físicas e Naturais. Os que pretendiam seguir as profissões liberais iam estudar na Europa, na Universidade de Coimbra, na Universidade de Portugal que era a mais famosa no campo das ciências jurídicas e teológicas, e na Universidade de Montpellier, na França, a mais procurada na área da medicina.
Por mais de dois séculos os jesuítas permaneceram como mentores da educação brasileira, quando em 1759 foram expulsos de todas as colônias portuguesas por decisão de Sebastião José de Carvalho, o marquês de Pombal, primeiro-ministro de Portugal. Ao expulsar os Jesuítas, Marques de Pombal aniquila totalmente o sistema educacional implantado pelos padres jesuítas que durou 210 anos. No momento da expulsão os jesuítas tinham 25 residências, 36 missões e 17 colégios e seminários, além de seminários menores e escolas de primeiras letras instaladas em todas as cidades onde havia residência da Companhia de Jesus. Com isso, a educação brasileira, vivenciou a primeira e grande ruptura histórica de um processo já implantado e consolidado como modelo educacional.
A expulsar os Jesuítas da educação brasileira, Pombal cria a figura de um Diretor Geral de Estudos  para coordenar a educação e pagar os professores, institui aulas régias com professores leigos. Segundo os historiadores o  caos é estabelecido, pois  aulas régias, com único professor ministrando isoladamente esfacelou a pedagogia jesuíta. Cada vez mais mal preparados, os leigos tomavam conta das escolas e das iniciativas sem um planejamento prévio das reais necessidades.  As propostas de modernização  no ensino foram aplicadas apenas em Portugal. No Brasil sentia-se o retrocesso. Portanto, a crítica que se pode formular, nesse sentido, e que vale para o momento atual de nossa sociedade, e que desde as Reformas Pombalinas há frequentes descontinuidades das políticas educacionais. No entanto, torna-se necessário enfatizar que a substituição da metodologia eclesiástica dos jesuítas pelo pensamento pedagógico da escola pública e laica marca o surgimento, na sociedade, do espírito moderno.

Bibliografia
FEITOSA, Aécio. Contribuições do discurso dos jesuítas à sociedade colonial brasileira. Síntese N9 36 (1986) - Pág. 75-82.
VEIGA, Cynthia Greiv. Historia da Educação. São Paulo: Editora Ática, 1958.
ROMANELLI, Otailza de Oliveira. Historia da Educação no Brasil. 8ª ed. Petrópolis: Vozes, 1986.
ARANHA, Maria Lucia de Arruda. Historia da Educação. 1ª ed. São Paulo: Moderna, 1989.
MANACORDA, Mario Alighiero. Historia da Educação da Antiguidade aos nossos dias. 8ª ed. São Paulo: Cortez, 2000.
BREJON, Moises. Estrutura e funcionamento do Ensino de 1º e 2º Graus. 19ª ed. São Paulo, Pioneira, 1986.  

13 comentários:

  1. Ótimo texto com interessante reflexão.
    Pombal pretendia, sob influência do pensamento iluminista, arrancar totalmente todas as áreas de ação dos jesuítas, expulsando-os de Portugal e de seus domínios, como de fato o fez. Pretendia também, aliado a isso, tirar dos jesuítas a educação, substituindo-a por uma educação a cargo do Estado. Como bem colocado, no Brasil, colônia de Portugal à época, isso representou retrocesso. As instituição das chamadas "aulas régias" sem qualquer planejamento, sem professores e locais apropriados, significou o desmonte de toda uma rede de educação que já existia.
    Podemos, sim, problematizar a rede de ensino jesuítica, bem como seus objetivos, mas não se pode negar que ela existia!
    Ao empreender suas reformas em Portugal, o Marquês de Pombal acabou gerando um efeito que - pensamos - não esperava. Pois seu plano das aulas régias para a colônia parece-nos não ter atendido exatamente aquilo para o que foi planejado.
    É realmente muito interessante pensarmos nas descontinuidades que pairam as políticas e as ações para a educação no Brasil, desde os primórdios.

    Felipe Augusto Fernandes Borges

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Segundo historiadores da Educação Brasileira, as Reformas Pombalinas na nossa educação representou a primeira Reforma educacional, em que pombal desmantela uma estrutura física-pedagógica e administrativa secular existente por aulas avulsas em salas de aulas que abriam e fechavam quer por falta de alunos e professores. O que se verificar é a presença, desde muito cedo, de uma característica marcante da Educação brasileira – 'a destruição e substituição das antigas propostas educacionais em favor de novas propostas'. Assim, constata-se que, de uma maneira geral, no Brasil, não há uma continuidade nas propostas educacionais implantadas. A expulsão dos jesuítas e a total destruição de seu projeto educacional podem ser consideradas como o marco inicial dessa peculiaridade tão arraigada na Educação brasileira.

      Excluir
  2. A posição dos jesuítas era a mesma diante dos negros e dos índios? Isto é, para os jesuítas esses dois tipos de gente possuíam alma e por isso deveriam ser educados e convertidos?
    Everton Aparecido Moreira de Souza

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Uma educação dualista, onde tinha o ensino nos Colégios e nas aldeias, neste ultimo era um ritual religioso destinado aos filhos dos colonos índios e crianças escravas, pois um dos objetivos dos missionários era a conversão da fé deste povo ao catolicismo romano , segundo eles era um povo sem fé e o bem maior que poderiam lhes fazer era conversão ao Cristianismo católico, salvaguardando-os do protestantismo, da fé reformada.
      “Quase todos vêm duas vezes por dia à escola, sobretudo de manhã; pois de tarde todos se dão à caça ou à pesca para procurarem o sustento; se não trabalham, não comem. Mas o principal cuidado que temos deles está em lhes declararmos os rudimentos da fé, sem descuidar o ensino das letras; estimam-nos tanto que, se não fosse esta atração, talvez nem os pudéssemos levar a mais nada. Dão conta das coisas da fé por um formulário de perguntas, e alguns mesmo sem ele. Muitos confessaram-se este ano, e fizeram-no em muitas outras ocasiões do que não tivemos pouca alegria; pois alguns confessam-se com tal pureza e distinção, e sem deixarem sequer as mais mínimas coisas, que facilmente deixam atrás os filhos dos cristãos: recomendo-lhes que se preparassem para o sacramento, disse um: é tão grande a força da confissão que, a seguir a ela, nos parece que queremos voar para o céu com grande velocidade. (Anchieta, 1957, p. 308;)
      Este mesmo princípio de conversão religiosa ao catolicismo, a combinação de catequese com o ensino das primeiras letras, foi utilizado mais tarde, nos séculos 17 e 18, nas próprias fazendas da Companhia de Jesus com os filhos dos escravos que nelas trabalhavam. Serafim Leite (1949, p. 144-145) descreve as ações educacionais jesuíticas com os escravos desafricanizados e as suas crianças da seguinte forma: E o que ela (Companhia de Jesus) fez pela catequese e elevação moral dos Escravos conforme seus preceitos morais e legai
      Genilda Pereira Batista Lima

      Excluir
  3. É possível fazer uma analogia entre os Jesuítas no Brasil e os anglicanos nos Estados Unidos? Relatando quais diferenças no processo ensino aprendizagem proposto pelos religiosos. Part: Edivaldo Rafael de Souza.

    ResponderExcluir
  4. Ao vir para o Brasil os jesuítas tinham a intenção de catequizar os índios nativos que viviam ali.Além do apoio da igreja ,os jesuítas exploravam da mão-de-obra indígena agrícola,e assim acumularam muitos bens para o Brasil.Diante de tal fato,por que ao assumir a colonia o Marques de Pombal manda que os jesuítas vá embora do Brasil? Marjori Raine de Oliveira Gomes marjorioliveira306@gmail.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ao vir para o Brasil os jesuítas tinham a intenção de catequizar os índios nativos que viviam ali. Além do apoio da igreja , os jesuítas exploravam da mão-de-obra indígena agrícola, e assim acumularam muitos bens para o Brasil. Diante de tal fato, por que ao assumir a colônia o Marques de Pombal manda que os jesuítas vá embora do Brasil?
      Respostas. ( Espero ter respondido conforme você perguntou. Obrigada pela sua contribuição ao propor a pergunta)
      Bem sabemos que as questões da expulsão dos Jesuítas da educação Brasileira não se deu exatamente por questões religiosas, mas sim por motivos econômicos, políticos e sociais.
      Enquanto os jesuítas pretendiam pela exploração o acumulo de riqueza e uma educar para servir à Igreja, Pombal propõe uma educação que servisse ao estado, ao capitalismo e para isso disseram aos jesuítas : Xó !!!!Vão embora do Brasil
      Os Jesuítas eram contra o lucro, era um pecado, não podia ter usura, o amor ao dinheiro seria a raiz de todos os males, consequentemente estavam na contra mão da expansão do capitalismo, emperrando o crescimento econômico de Portugal e da colônia, o que se encontrava em plena expansão no mundo e pombal com tais reformas visavam transformar Portugal numa metrópole capitalista, a exemplo da Inglaterra, assim sendo amoldar-se sua maior colônia o Brasil a fim de acomodá-la a nova ordem: O Capitalismo, outro tipo de exploração. Provavelmente sua mais forte intensão com as reformas seria colocar o reinado português em condições econômicas tais que lhe permitissem competir com as nações estrangeiras .
      Evidentemente, Brasil uma colônia rica e prospera de Portugal logo sofreu com as mudanças, especialmente no que tange á educação, que é o nosso objeto de discussão, o que acontece ate hoje, como é o caso da Reforma do Ensino Médio. Pombal institui aulas régias, conforme as necessidades, professores mal preparados que ficavam meses e anos sem receber seus salários, institui verbas ( imposto)par a educação tão iniquas que não financiava as despesas da educação, pergunto hoje é diferente?. Os reformadores da educação ficavam longe do Brasil, em seus gabinetes bem arquitetados em Portugal, bem longe do Brasil. E Hoje? Aas soluções das dificuldades dos bancos escolares custavam a ser tomadas, pois a distancia que os separam da ida e da volta da solução estavam além mar...
      Genilda Pereira Batista Lima

      Excluir
  5. IOLANDA RODRIGUES DE OLIVEIRA4 de abril de 2017 às 11:52

    Olá!
    Excelente texto!
    Concorda que a educação é um meio que pode ser utilizado para alcançar o domínio da população? E nesse sentido a fé cristã se fundiu com o ensino para transformar a população nativa em homens e mulheres dóceis que aceitariam com menos imposição o domínio português e sua crença?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A educação não é neutro, ela tem um objetivo, expressa uma ideologia, a nossa desde as suas Gênesis já expressou uma dominação, imposição de uma cultura que não era a nativa, e sim dos europeus. Tão logo os Portugueses pisaram em solo Brasileiro fincou em nosso solo uma cruz...Sinal dá evangelização católica que perdurou, mesmo após a expulsão dos Padres da Companhia de Jesus, o porquê não dizer até hoje? E as escolas confessionais que até hoje existem...O ensino religioso..! Nossa educação continua elitistas, debaixo de uma pseudo liberdade de ensino. Quem tem condições financeiras frequentam escolas ou pública ou particular tem liberdade financeira, para a classes populares lhes restam as escolas públicas e gratuitas das redes de ensino estadual ou municipal.

      Excluir
  6. A educação não é neutro, ela tem um objetivo, expressa uma ideologia, a nossa desde as suas Gênesis já expressou uma dominação, imposição de uma cultura que não era a nativa, e sim dos europeus. Tão logo os Portugueses pisaram em solo Brasileiro fincou em nosso solo uma cruz...Sinal dá evangelização católica que perdurou, mesmo após a expulsão dos Padres da Companhia de Jesus, o porquê não dizer até hoje? E as escolas confessionais que até hoje existem...O ensino religioso..! Nossa educação continua elitistas, debaixo de uma pseudo liberdade de ensino. Quem tem condições financeiras frequentam escolas ou pública ou particular tem liberdade financeira, para a classes populares lhes restam as escolas públicas e gratuitas das redes de ensino estadual ou municipal.

    ResponderExcluir
  7. Boa noite, Genilda. A história sobre a presença dos jesuítas no Brasil é de fato fascinante, e triste. Quando fui visitar as ruínas de Sâo Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, me perguntei se eles conseguiram retornar as suas atividades educacionais/missioneiras depois que foi liberada novamente a entrada deles aqui no Brasil. Você saberia me dizer se os jesuítas conseguiram recuperar os seus trabalhos educacionais quando de retorno 'as terras brasileiras, após a expulsão de Pombal? Sei que em algum lugares os povoamentos ficaram fragmentados, mas teria casos de melhor desenvolvimento? Obrigada!

    ResponderExcluir
  8. Gisele Fernandes Antunes6 de abril de 2017 às 10:38

    Gisele Fernandes Antunes
    Que interesses econômicos da metrópole justificam a colonização? Como a ação catequética dos jesuítas contribuiu para o alcance dessas metas?
    Gisele Fernandes Antunes

    ResponderExcluir
  9. Boa tarde, achei bem interessante seu texto, obrigada.
    Quando você diz que desde as Reformas Pombalinas há frequentes descontinuidades das políticas educacionais, não é possível que tais políticas estivessem de acordo com aquilo que você afirmou no começo de seu texto "foram enviados para a nova terra vários evangelizadores jesuítas para empreender uma ação catequista com vistas a exploração mineral do solo brasileiro" ou seja, que ambas as políticas educacionais para o ensino básico tivessem como orientação um ideal de aculturação e de dominação das pessoas da terra?
    Minha questão é: há mesmo uma descontinuidade política ou há um ideal de controle e dominação da população atuando nas politicas educacionais desde os tempos mais remotos de nossa história?

    Kelly Gomes dos Santos

    ResponderExcluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.