Páginas

Douglas Augusto

BREVE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DOS SURDOS
Douglas Augusto da Silva
Prof. Esp. Faculdade Educação São Luís

Ao falarmos dos surdos, devemos relatar sua história na Antiguidade e para isso pautamo-nos em Karin Strobel (2009), que relata perfeitamente a história dos surdos na Idade Antiga, e a forma como eram tratados pelos demais cidadãos e como eram vistos nas culturas das antigas civilizações.
Nas antigas cidades-Estado Gregas, as pessoas surdas eram considerados inválidos e traziam certo incômodo para sociedade, sendo assim eram condenados a morte, lançados de rochedos ou afogados. Os que sobreviviam eram escravizados ou ficavam excluídos e abandonados na sociedade (STROBEL, 2009).
Já no Egito e na Pérsia, os não ouvintes eram tratados de forma bem diferente das citações dos povos nos parágrafos acima. Entre os egípcios e os persas, os surdos eram vistos como criaturas privilegiadas, nada mais eram do que enviados dos deuses, onde nas suas crenças eles se comunicavam em segredo com os seres divinos. O povo ouvinte os respeitava de forma geral, eram protegidos e eram adorados, porém não possuíam uma vida ativa e jamais eram educados (STROBEL, 2009).
Na Roma Antiga, por exemplo, as pessoas que não ouviam eram consideradas castigadas ou enfeitiçadas de alguma forma, e não havendo perdão, as crianças surdas eram abandonadas ou jogadas em rios. Algumas crianças se salvavam, é claro, seja sobrevivendo ao afogamento no rio, ou como seja em alguns casos, quando os pais os escondiam. Além disso, em Roma, os surdos eram muitas vezes feitos de escravos em moinhos de trigo (STROBEL, 2009).
Durante a Idade Média, o preconceito ainda era extremamente forte contra as pessoas que não ouviam. Eles eram vistos como estranhos e esquisitos aos olhos da sociedade, e objetos de muita curiosidade. Eram muitas vezes jogados na fogueira. Durante os cultos católicos, os surdos eram proibidos de receberem a comunhão, haja vista que os mesmos não eram capazes de se confessar. Haviam ainda decretos bíblicos contra o casamento de duas pessoas surdas, o que só era permitido com o aval do próprio Papa, visto que este é o líder da Igreja Católica Apostólica Romana. Haviam leis que proibiam os não ouvintes de heranças e até mesmo de votar, enfim, não possuíam os direitos de um cidadão (Ibidem, 2009).
Olizaroski (acesso 01/07/2016) relata que a situação de sofrimento e exclusão do povo surdo só foi mudar ao fim da Idade Medieval, quando inúmeros estudiosos, intelectuais, médicos e pesquisadores tentaram desenvolver métodos de educação dos não ouvintes. Enquanto uns defendiam o oralismo, outros se dedicavam ao uso da escrita ou até mesmo ao uso de gestos para um fácil entendimento.
Segundo relata SCHLÜNZEN et. al. (2012), a situação das pessoas surdas só foi melhorar nesta época, pois foi justamente neste período que começaram a surgir diversas pesquisas a respeito da surdez. Havia também muito interesse por parte do clero e da nobreza. A Igreja queria promover a “caridade”, para que o surdo tivesse uma comunicação com Deus e para que lhe fosse ensinado os sacramentos a serem seguidos, além dos dogmas da religião, com certeza. Os nobres que possuíam herdeiros surdos queriam entendê-los e educá-los, para que não perdessem as riquezas familiares, integrando-os na sociedade. ”A possibilidade do Surdo falar implicava no seu reconhecimento como cidadão e conseqüentemente no seu direito de receber a fortuna e o título da família.” (MOURA, 2000, p. 18).
Já na Idade Moderna, uma época de renascimento cultural, uma época de nova visão do mundo, destaca-se Girolamo Cardano (1501-1576), um médico filósofo que defendia que os surdos mudos (como eram chamados na época) possuíam habilidade para a razão. Girolamo Cardamo inclusive afirmava, segundo STROBEL (2009, p. 19), que “... a surdez e mudez não é o impedimento para desenvolver a aprendizagem e o meio melhor dos surdos de aprender é através escrita...” e que era um crime não instruir um surdo-mudo.
(...) no século XVI, estudiosos diversos, como Cardamo (1501-1576) que tinha interesse em ajudar seu filho surdo, desenvolveram pesquisas e descobriram que a escrita representava idéias e pensamentos, e não somente idéias faladas (SCHLÜNZEN et. al., 2012, p. 2).
Em relação ao uso de uma linguagem de sinais, “Os monges beneditinos, na Itália, empregavam uma forma de sinais para comunicar entre eles, a fim de não violar o rígido voto de silêncio.” (STROBEL, 2009, p. 19).
Foi justamente devido a essa forma de comunicação usada pelas pessoas surdas que um monge beneditino acabou desenvolvendo a linguagem de sinais para os surdos, o monge espanhol Pedro Ponce de Leon (1510-1584), junto a duas pessoas surdas que passaram a viver no seu mosteiro (SCHLÜNZEN et. al., 2012). Foi Ponce de Leon quem desenvolveu a primeira escola para surdos no seu monastério, segundo STROBEL (2009).
Foi justamente o padre da Espanha, Juan Pablo Bonet (1579-1633), quem criou o alfabeto manual dos surdos, usado até hoje.
Mais tarde, além destes pesquisadores, destacaram-se alguns outros que se interessavam pela educação dos surdos, como Jacob Rodrigues Pereira (1715-1780) e Johann Conrad Amman (1669-1724), como relata Elisa Tomoe Moriya Schlünzen, Laís dos Santos Di Benedetto e Danielle Aparecida do Nascimento dos Santos (2012). As autoras ainda citam Thomas Braidwood (1715-1806) que criou o método de que o alfabeto manual dos surdos deveria ser feito com as duas mãos e fundou a primeira escola para surdos da Inglaterra; Thomas Gallaudet (1787-1851), que fundou a primeira faculdade para os surdos, em Washington, nos Estados Unidos da América, chamada atualmente de Universidade Gallaudet; Charles-Michel de L’Epée (1712-1789), chamado de “pai dos surdos”, que defendia indubitavelmente a linguagem de sinais em detrimento do oralismo, (uma forma que segundo (SCHLÜNZEN et. al., 2012), era um método que obrigava as pessoas que não ouviam a falarem oralmente) e ainda teve sua obra mais importante publicada em 1776, com o “A Verdadeira Maneira de Instruir os Surdos-Mudos”, que possuía regras sintáticas de linguagem de sinais, além do alfabeto manual desenvolvido por  Juan Pablo Bonet.
No ano de 1878, em Paris, na França, aconteceu a primeiro Congresso Internacional de Surdos-Mudos, que segundo SCHLÜNZEN et. al. (2012, p. 4) “(...) se reuniu a maioria das Instituições de Língua de Sinais para discutir qual era o melhor método para se utilizar na educação das PS’s. Definiu-se como sendo os mais adequados a leitura labial e os ‘gestos’.”
Porém, no ano de 1880, foi realizado o segundo Congresso Internacional de Surdos-Mudos, realizado em Milão, na Itália, que a favor do método do oralismo, proibiria o uso da linguagem de sinais como método educacionais para os surdos em toda Europa, e sendo assim, em todos os países do mundo também.
Durante cem anos, os sujeitos surdos ficaram subjugados às práticas ouvintistas, tendo que abandonar sua cultura e sua identidade surda, obrigados a se submeterem a uma ‘etnocentria ouvintista’, sendo forçados a imitá-los e a se esforçarem em parecer ouvintes (STROBEL, 2006, p. 6).
Segundo SCHLÜNZEN et. al. (2012), as instituições que lidavam com a educação das pessoas não ouvintes só perceberam a falha do método do oralismo, quando depois de décadas e mais décadas tornava-se extremamente perceptível como as tentativas eram deveras frustradas, não tinham bons resultados.
As pessoas surdas que não desenvolviam a comunicação oral, mesmo que minimamente, eram vistos como incapazes. Isto resultou na evasão educacional das pessoas surdas e assim muitos deles sempre optaram por serviços braçais. (SCHLÜNZEN et. al. 2012).
Foi somente no século XX, que acontece de fato uma revolução no sistema educacional e comunicativo dos surdos do mundo. Um novo método de ensino agora era chamado de Comunicação Total, que tinha como base a educação dos surdos pela língua dos sinais, agora evidenciando sem dúvidas a sua importância para a aprendizagem dos não ouvintes, porém ainda utilizava-se o método do oralismo. (Ibidem, 2012).
Atualmente no mundo é utilizado o método do Bilingüismo, que se utiliza da língua-mãe das pessoas surdas, a sua língua de sinais (em cada país de uma forma) e a língua materna escrita do país onde o mesmo vive. 
A linguagem de sinais em geral propiciou para uma maior ligação entre surdos e ouvintes, formando inclusive as chamadas comunidades surdas que,
(...) na verdade não é só de surdos, já que tem sujeitos ouvintes junto, que são família, intérpretes, professores, amigos e outros que participam e compartilham os mesmos interesse em comuns em uma determinado localização que podem ser as associações de surdos, federações de surdos, igrejas e outros. (STROBEL, 2009, p. 6).
No dia 26 de setembro do ano de 1857 foi fundada em território brasileiro a primeira escola para surdos, na cidade do Rio de Janeiro, o qual foi chamado de “Imperial Instituto dos Surdos-Mudos”, e que atualmente é denominado de “Instituto Nacional de Educação de Surdos” (INES) e foi nesta escola que foi criada a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), que surgiu “da mistura da língua de sinais francesa com os sistemas já usados pelos surdos de várias regiões do Brasil” (STROBEL, 2009, p. 24).
Em dezembro do mesmo ano, o professor desta instituição Eduardo Huet apresentou ao Imperador D. Pedro II e um grupo de pessoas os resultados do seu trabalho com a LIBRAS, rendendo uma boa impressão (Ibidem, 2009).

Referências bibliográficas
ALMEIDA, Magno Pinheiro de; ALMEIDA, Miguel Eugênio. HISTÓRIA DE LIBRAS: CARACTERÍSTICA E SUA ESTRUTURA. Revista Philologus, Ano 18, N° 54 – Suplemento: Anais da VII JNLFLP. Rio de Janeiro: CiFEFiL, 2012.
DUARTE, Soraya Bianca Reis [et al]. Aspectos históricos e socioculturais da população surda. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v.20, n.4, out.-dez. 2013, p.1713-1734.
MOURA, Maria Cecilia de. O surdo: caminhos para uma nova identidade. Revinter, 2000.
OLIZAROSKI, Iara Mikal Holland. TRAJETÓRIA HISTÓRICA DO SUJEITO SURDO E REFLEXÕES SOBRE AS POLÍTICAS PÚBLICAS QUE REGEM A EDUCAÇÃO DO SURDO NO BRASIL. SEMED/SEED. Disponível em: <http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/jornada/jornada11/artigos/6/artigo_sisimpos_6_892_iaramikal@hotmail.com.pdf>. Acesso em 01 jul. 2016.
PERLIN, Gladis; STROBEL, Karin. Fundamentos da educação de surdos. Florianópolis: UFSC, 2006.
PERLIN, Gladis; STROBEL, Karin. História cultural dos surdos: desafio contemporâneo. Educar em Revista, n. Especial 2, p. 17-31, 2014.
SCHLÜNZEN, Elisa Tomoe Moriya; DI BENEDETTO, Laís dos Santos; SANTOS, Danielle Aparecida do Nascimento dos. História das pessoas surdas: da exclusão à política educacional brasileira atual - volume 11 - D24 - Unesp/UNIVESP - 1a edição. 2012.
SILVA, Otto Marques da. A epopéia ignorada:a pessoa deficiente na história do mundo de ontem e hoje. São Paulo: Dedas, 1986.
SILVA, Silvana Araújo. Conhecendo um pouco da história dos surdos. Artigo cientifico, 2009.
STROBEL, Karin Lilian: A visão histórica da in(ex)clusão dos surdos nas escolas. In: ETD - Educação Temática Digital 7 (2006), 2, pp. 245-254. URN: http://nbn-resolving.de/urn:nbn:de:0168-ssoar-101741.
STROBEL, Karin. História da educação de surdos. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2009.



31 comentários:

  1. Gostaria de saber se você têm algun artigo escrito sobre o tema. Pois, estou fazendo uma pesquisa, para realização de uma apresentação na faculdade.Part: Edivaldo Rafael de Souza. Email: edivaldorafael007@gmail.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    2. Ola Edivaldo, na realidade ainda nao tenho nenhum trabalho acadêmico na area da educação dos surdos, mas quem sabe posso indicar alguns artigos da area. Abração.

      Excluir
    3. Meu email: douglassilva_das@hotmail.com.br

      Excluir
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  3. Olá
    Primeiramente Parabéns pelo trabalho, bem organizado quanto a ordem cronológica dos fatos.
    Já vi alguns trabalhos relatarem que durante o congresso de Milão, para decidir sobre o melhor método para a educação de surdos se tinham reunidos 8 ouvintes e 2 surdos. Você sabe me informar algo verídico sobre isso, se realmente aconteceu dessa forma?
    Por: JONATHAN RAFAEL CARDOSO GUIMARÃES

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ola Junio, não encontrei grandes fontes detalhando o Congresso, se eu afirmar algo posso estar mentindo. Mas em relação ao congresso, encontrei um site super interessante neste sentido:https://culturasurda.net/congresso-de-milao/
      Possui excelentes referências. Abração

      Excluir
  4. O artigo acima explica a história dos surdos no mundo de uma forma bem clara, no entanto, gostaria de saber um pouco mais sobre a história da educação dos surdos no Brasil? Em que contexto surge a primeira escola para surdos no país?
    Att: Marjorie Sansigolo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, me interessa essa questão também, uma vez que o processo de educação para cada portador de alguma necessidade especial foi sendo criado e aperfeiçoado no decorrer dos tempos ...

      Obrigado
      Jônatas Fernandes Pereira

      Excluir
    2. A educação de surdos aqui no territorio tupiniquim so teve inicio com a chegada do educador francês Hernest Huetdurante o segundo império. Ele era portador de surdez congênita e era um educador muito conhecido na Europa. Foi ele quem trouxe a linguagem de sinais ao Brasil e foi um dos fundadores da primeira escola para surdos.
      Meu email: douglassilva_das@hotmail.com.br

      Por: Douglas Augusto da Silva

      Excluir
  5. Bom dia!
    Ótimo trabalho!
    No exposto, fica claro que a história da educação dos surdos é antiga, a comunidade surda vem há muito tempo, lutando pelos seus direitos. Atualmente utiliza-se do método bilinguismo, como já citado.
    Presencia-se nas escolas atuais, que muitos alunos inclusos não têm intérpretes para acompanhá-los, sendo assim, qual seria o papel do professor em sala de aula para possibilitar uma aprendizagem significativa e igualitária para esses alunos? A formação de professores deixa a desejar?
    Att. Patrícia Hadlich

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Se o professor possuir certo conhecimento em libras, ele pode proporcionar novos modos de avaliacoes aos alunos surdos, porem (respondendo a segunda pergunta) as universidades nao oferecem um ensino intensivo da linguagem de sinais o que prejudica o acompanhamento dos alunos que nao podem ouvir.
      Meu email: douglassilva_das@hotmail.com.br

      Por: Douglas Augusto da Silva

      Excluir
  6. Olá Caro Douglas e demais amigos.
    O seu trabalho consegue de forma clara e direta fornecer um pouco da História da educação voltada aos surdos. Quando trabalhamos com História, muitas fontes são mencionadas, mesmo que Strobel delimite alguns acontecimentos e datas existe uma vasta bibliografia que discorda da da autora. Isso não é uma crítica, mas um comentário para que o amigo procure mais dados. Eu estou concluindo uma especialização e uma fonte rica em conteúdo é SKLIAR, C. (org.) A Surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998.
    Parabéns pela pesquisa, o seu trabalho só acrescenta nessa área nova ainda.
    A minha pergunta está relacionada ao ensino Bilíngue, você acredita que a maior dificuldade no ensino de LIBRAS está voltada a falta de interesse dos professores ou do governo que não fomenta essa área do conhecimento?
    Novamente parabéns pelo seu trabalho.
    Anderson da Silva Schmitt

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Em minha opiniáo, a dificuldade esta em uma serie de fatores, como o ensino nao tao intensivo de libras nas universidades; a falta de incentivo do governo em proporcionar tal ensino e a nossa cultura preconceituosa que acaba deixando de lado as pessoas que náo podem ouvir. Portanto, acredito que deveriam ter em cada sala de aula que possua surdo, um interprete, e que tambem haja o ensino de libras desde o ensino fundamental, o que trara certamente a inclusao socio-educacional dos alunos surdos. Forte abraco!!

      Por: Douglas Augusto da Silva

      Excluir
  7. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  8. Olá Douglas,
    No ano passado fiz algumas leituras referentes à história da língua de sinais, e o seu texto me trouxe informações novas, principalmente no que tange ao interesse pelos surdos e por uma maneira de comunicação no período medieval. Mas, senti falta do percurso da LIBRAS no Brasil, talvez devido às regras para postagens. Bom, nessas leituras realizadas, foi visto que após a criação do INES e mesmo com o desenvolvimento de um trabalho bem visto, como você cita no texto, alguns anos depois essa escola é fechada, e regredimos no ensino aos surdos. Com a eclosão da Ditadura Civil e Militar, o ensino aos surdos vai regredir mais ainda, voltando a técnica defendida nos anos 80, o oralismo, e que vai se estender até o termino desse regime político e a reestruturação do sistema educacional vai se dar graças a organização da comunidade surda. Seria em relação a isso que queria fazer uma pergunta.Você tem conhecimento de alguma obra que fale de forma mais aprofundada sobre a comunidade surda no período da Ditadura?
    E no que diz respeito a educação dos surdos atualmente, para você, hoje quais seriam as principais barreiras que precisam ser superadas para a inclusão dos surdos de dato no sistema educacional brasileiro? E você concebe a preparação recebida nas universidades capazes de efetivar a inclusão dos surdos nas salas de aula?

    Fernanda Carolina Pereira dos Santos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ola Fernanda, em relação a educação dos surdos durante a ditadura militar, não achei nenhum artigo, sendo assim, creio até que seria um ótimo tema para dissertação.
      Se tratando da inclusão socio-educacional do surdo há enormes barreiras a serem quebradas. Primeiro, muitos no Brasil, acreditam que surdos são pessoas com problemas mentais. Além disso, não existem muitos intérpretes em salas de aulas e o governo parece não dar atenção. Na minha opinião deveria haver um ensino mais intensivo de libras nas universidades, além do ensino de libras também na educação básica.
      Meu email: douglassilva_das@hotmail.com.br

      Por: Douglas Augusto da Silva

      Excluir
  9. Olá Douglas,
    No ano passado fiz algumas leituras referentes à história da língua de sinais, e o seu texto me trouxe informações novas, principalmente no que tange ao interesse pelos surdos e por uma maneira de comunicação no período medieval. Mas, senti falta do percurso da LIBRAS no Brasil, talvez devido às regras para postagens. Bom, nessas leituras realizadas, foi visto que após a criação do INES e mesmo com o desenvolvimento de um trabalho bem visto, como você cita no texto, alguns anos depois essa escola é fechada, e regredimos no ensino aos surdos. Com a eclosão da Ditadura Civil e Militar, o ensino aos surdos vai regredir mais ainda, voltando a técnica defendida nos anos 80, o oralismo, e que vai se estender até o termino desse regime político e a reestruturação do sistema educacional vai se dar graças a organização da comunidade surda. Seria em relação a isso que queria fazer uma pergunta.Você tem conhecimento de alguma obra que fale de forma mais aprofundada sobre a comunidade surda no período da Ditadura?
    E no que diz respeito a educação dos surdos atualmente, para você, hoje quais seriam as principais barreiras que precisam ser superadas para a inclusão dos surdos de dato no sistema educacional brasileiro? E você concebe a preparação recebida nas universidades capazes de efetivar a inclusão dos surdos nas salas de aula?

    Fernanda Carolina Pereira dos Santos

    ResponderExcluir
  10. A inclusão dos surdos em escolas comuns (ou seja, não específica para surdos) ajuda o mesmo no aprendizado ou o prejudica?
    Joyce de Araújo e Silva

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Em minha opinião como professor ajuda e muito, uma vez que o aluno surdo tera uma inclusão socio-educacional, porém há algumas barreiras a serem quebradas no Brasil, como o preconceito, a falta de intérpretes e falta de um ensino intensivo de libras nas universidades e a falta do ensino de libras na educação básica.

      Excluir
  11. Olá,
    No texto diz que D. Pedro II teve uma boa impressão quanto a língua de sinais, no entanto o preconceito perdurou por bastante tempo, em qual momento, de fato, a LIBRAS começa a ser aceita informalmente no país?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Quando se tem inicio os movimentos em prol dos direitos dos surdos nos anos 20 do seculo XX, que se intensifica pela busca da inclusao socio-educacional durante meados da ditadura militar.
      Meu email: douglassilva_das@hotmail.com.br

      Por: Douglas Augusto da Silva

      Excluir
  12. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  13. Olá Douglas, boa tarde

    Durante minha graduação (em licenciatura em história) fiz uma disciplina de dois créditos a respeito do básico sobre a língua brasileira de sinais e foi uma experiência bastante enriquecedora pois o professor trouxe para as aulas vários dos fatos históricos a respeito da língua citados em seu texto. Você acha que é viável trabalhar com temáticas referentes a LIBRAS além da universidade, levando discussões para a sala de aula nas escolas?

    Att,
    Nathália Hermann

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Como professor, acredito que sim, o debate em sala de aula ajudara e muito numa maior inclusao socio-educacional do aluno surdo e ajudara a lutar contra o grande preconceito que ainda ronda nossa cultura brasileira, em que o surdo ainda e tratado como alguem com problemas mentais.
      Meu email: douglassilva_das@hotmail.com.br

      Por: Douglas Augusto da Silva

      Excluir
  14. Olá excelente texto!
    Com base em sua pesquisa,qual a perspectiva educacional para o surdo na sociedade hoje? Se existe é satisfatória?

    Kédna Pinheiro Vieira

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Creio que a educação para os surdos tenha melhorado bastante, embora se considerarmos o contexto atual educacional, veremos que a educação brasileira deixa muito a desejar. Ainda faltam intérpretes, falta um ensino mais intensivo nas universidades para que haja uma maior inclusão socio-educacional dos surdos. Portanto, como professor de historia, tenho esperanca que a educação do surdo tem um bom futuro pela frente, porém tem muito a melhorar.
      Meu email: douglassilva_das@hotmail.com.br

      Por: Douglas Augusto da Silva

      Excluir
  15. Juciana Pereira Lustosa7 de abril de 2017 às 10:09

    Boa tarde Douglas, parabéns pelo seu texto, como muitos participantes,também tive o básico de LIBRAS na minha graduação, e achei muito interessante, estou ate pensando em fazer o nível II, mas minha dúvida, é com relação aos alunos com idade mais avançada, haja vista que já foram alfabetizados, qual seria a maneira mais adequada para iniciar a alfabetização em LIBRAS?
    Juciana

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Creio que seja bem difícil, mas não seja impossível, exemplo disso são pessoas mais velhas que aprendem outras línguas. Enxergo a LIBRAS como uma outra língua brasileira e acredito que a paciência e uma rotina trabalhada em sala de aula trará ótimos resultados a tais pessoas não ouvintes. Abraços
      Meu email: douglassilva_das@hotmail.com.br

      Por: Douglas Augusto da Silva

      Excluir
  16. Nayara Silva dos Santos7 de abril de 2017 às 15:44

    Boa tarde!
    Estudei brevemente sobre o ensino de surdos como um todo na graduação que estou finalizando, mas gostaria de saber com mais detalhes como foi no Brasil, pois atualmente o ensino para surdos ainda é bem fraco no nosso pais e se fala bem pouco no assunto

    ResponderExcluir
  17. Obrigado Douglas!
    Abraço

    Jônatas Fernandes Pereira

    ResponderExcluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.