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Audrey Franciny

O ENSINO DE HISTÓRIA NO PRIMEIRO GOVERNO VARGAS (1930-1945)
Audrey Franciny Barbosa
UEPG

Introdução
Os currículos educacionais são importantes ferramentas de dominação governamental e garantem a quem detém a autoridade de organizá-los grande poder social. Segundo Kátia Maria Abud (1998):
os programas e currículos do ensino escolar têm sido veículos fundamentais da disseminação do discurso do poder e para a difusão da sua ideologia, um corpus de representações e normas que fixam e preservam de antemão o que e como se deve pensar, agir e sentir, produzindo um imaginário coletivo, no qual os indivíduos se localizam e identificam, legitimando, involuntariamente, a divisão social (ABUD 1998, apud SILVA 2008, p.02).
Nessa perspectiva, a educação só pode ser analisada a partir do contexto sócio, político e cultural que a normatiza (ABUD, 1993, p. 63). Assim, o que se buscou nesse trabalho foi problematizar a organização educacional, detendo a atenção especial aos currículos do ensino de história, durante o primeiro governo de Getúlio Vargas (1930-1945) e analisar de que maneira o ensino de História foi arquitetado e quais objetivos visava atingir.

Desenvolvimento
A partir da ascensão de Getúlio Vargas ao poder através da Revolução de 1930, ocorre no cenário político brasileiro mudanças e com elas a forma de se perceber e articular a educação. Junto com os revolucionários ascende no Brasil um novo projeto político que via na educação um meio de se atingir as massas.
Segundo Aguiar&Silva (2009), Vargas institui no país uma nova cultura política voltada principalmente para a promoção da identidade nacional, dando atenção estatal para os setores educacionais e trabalhistas. No setor educacional o modelo pedagógico varguista centralizava-se em um ensino autoritário e coletivo, abrindo mão da individualidade e exaltando a coletividade do povo brasileiro por meio de ações que legitimavam o governo. Logo:
No ideário do governo de Vargas o modelo pedagógico estava centrado numa educação totalitária e anti-individual. Manipulando o saber a ser construído, o Estado afirmava que caberia a ele imprimir à instrução pública um cunho intelectual e disciplinador, na proposta de moldar a mentalidade do povo por meio de um processo hegemônico. Esse modelo educativo arrastava uma tradição historicamente ensinada, e necessária aos interesses elitistas da sociedade naquele momento (AGUIAR; SILVA, 2009, p.06-07).
Para Hilsdorf (2003), o novo ensino proposto pelo Estado Novo necessitava que a educação atendesse as novas demandas propostas pelo projeto varguista. Por isso, segundo a autora, as linhas ideológicas que definem a política educacional do período vão se orientando pelas matrizes constituintes do estado novo: centralização, autoritarismo, nacionalismo e modernização (HILSDORF, 2003, p. 99).
Diante disso, o ensino formal foi um meio do governo getulista estimular na sociedade brasileira habilidades necessárias ao seu projeto nacionalista. Um exemplo é o ensino secundário que tinha como objetivo a formação geral dos estudantes e que durante quinze anos sofreu duas reformas que visavam estabelecer uma organização e uma estrutura para o ensino com regras, como: frequência, seriação, currículos e conteúdos programáticos unificados e obrigatórios para todo o país.
Além disso, pela primeira vez os livros didáticos passaram a ser pauta legislativa de nível nacional, tendo seu conteúdo fiscalizado pelo Estado através da Comissão Nacional do Livro Didático (CNLD). Segundo Wendt (2015), a partir de 1938, os livros passam a ser fiscalizados pelo órgão e selecionados respeitando critérios de ordem político-ideológica e pedagógicos.
Ainda no que se refere as medidas legislativas, a partir de 1930 alguns projetos educacionais se concretizam no Brasil, como a Reforma Francisco Campos de 1931. Conforme Abud (1993), a Reforma Francisco Campos no contexto varguista pode ser vista como “fator de coesão nacional” onde “a História era tida como disciplina que, por excelência, formava os estudantes para o exercício da cidadania e seus programas incorporavam essa concepção” (ABUD, 1993, p. 165).
A concepção de ensino de história que se defendia por meio da Reforma de Campos via a disciplina como um produto acabado, positivo, que tem na escola uma função pragmática e utilitária na medida em que ela serve à educação política e à familiarização com os problemas que o desenvolvimento impõe ao Brasil (ABUD, 1993, p. 166).
Para Aguiar&Silva (2009), a Reforma Francisco Campos:
promoveu a centralização do Ministério da Educação e Saúde Pública e definiu programas e instruções sobre métodos de ensino, retirando a autonomia das escolas e posicionando exclusivamente a competência ao Ministério, bem como, estendeu a equiparação aos colégios mantidos pelos municípios, associações ou por particulares. Nas Instruções Metodológicas trazidas na Reforma de 1931, que acompanhavam os programas e currículos, estava destinada a orientação dos professores para o exercício de sua prática pedagógica e destacava-se também a importância da História como um instrumento para o desenvolvimento do patriotismo e do sentimento nacional. Esse fato fica evidenciado nos livros didáticos publicados de acordo com os programas oficiais, sobretudo nos capítulos que tratavam especificamente da formação do sentimento nacional brasileiro AGUIAR; SILVA, 2009).
Outra reforma educacional promovida no governo Vargas foi a Reforma Gustavo Capanema (1936) ou a Lei Orgânica do Ensino Secundário (1942). A ideia central da reforma era utilizar a educação como estratégia política para a legitimação política de Vargas e levou Gustavo Capanema (então Ministro da Educação) a organizar um inquérito aplicado em todo o país com o objetivo de formular um Plano Nacional de Educação (AGUIAR; SILVA, 2009, p.06).
Segundo Hilsdorf (2003), as leis orgânicas visavam a construção de um sistema centralizado e articulado que atingiu tanto o ensino público quanto o ensino privado mediante mecanismos de equipação, logo, as leis orgânicas visavam regulamentar o cotidiano de professores e alunos. Assim, são visíveis no período do Estado Novo as prescrições de padronização de programação curricular e da arquitetura escolar, do controle do recreio e da disciplina, da adoção das classes homogêneas e do método único de leitura, do uso do uniforme, etc  (HILSDORF 2003, p. 102).

Considerações finais
A partir de tais apontamentos, podemos considerar que o projeto educacional varguista, assim como o próprio governo de Vargas, provocaram no Brasil profundas transformações políticas, sociais, culturais e educacionais que ainda hoje podem ser percebidas.
Por exemplo, as normatizações criadas no governo e até hoje vigentes em muitas instituições de ensino, como: frequência, seriação, currículos e conteúdos programáticos unificados e obrigatórios em caráter nacional e a CNLD, que pode ser considerado um embrião do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) que hoje avalia, seleciona, indica e disponibiliza livros didáticos para as redes básicas de ensino público.
Contudo, cabe pontuar que o presente trabalho, além de se propor a conhecer e refletir o ensino de história e as políticas educacionais do governo Vargas, procurou também problematizar a forma como tais políticas foram pensadas e empregadas e quais objetivos buscava atingir. No caso das políticas varguistas, percebemos que as políticas educacionais iam de encontro com o fortalecimento da unidade nacional e da legitimação do governo federal.
Nessa perspectiva, vale destacar que atualmente é urgente no espaço acadêmico e no espaço escolar a reflexão acerca das legislações que se referem a educação. Isso pois, como pontuado no início dessa reflexão, os currículos educacionais e sua organização ocupam espaço de disputa na esfera governamental, já que são umas das ferramentas fundamentais para a consolidação de um determinado projeto político.

Referências
 ABUD, Katia Maria. O ensino de história como fator de coesão nacional: os programas de 1931. Revista brasileira de Historia. São Paulo v.13, nº 25/26 set.92/ago.93, p.163-175.
AGUIAR, Shirley C. G. de; SILVA, Vânia. História, Ensino E Radiofusão: O Projeto Educacional Varguista. Anais.XXV Simpósio Nacional de História – ANPUH. Fortaleza, 2009.
BRASIL. Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil. Decreto nº 19.890, de 18 de abril de 1931. Rio de Janeiro, 18 de abril de 1931. Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-19890-18-abril-1931-504631-norma-pe.html.  Acessado em 02/03/2017.
BRASIL. Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil. Decreto nº 1.006, de 30 de dezembro de 1938. Rio de Janeiro, 30 de dezembro de 1938. Disponível em http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1930-1939/decreto-lei-1006-30-dezembro-1938-350741-publicacaooriginal-1-pe.html. Acessado em 02/03/2017.
BRASIL. Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil. Decreto nº 4.244, de 09 de abril de 1942. Rio de Janeiro, 09 de abril de 1942. Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-4244-9-abril-1942-414155-publicacaooriginal-1-pe.html.  Acessado em 02/03/2017.
HILSDORF, Maria Lucia Spedo. História da educação brasileira: leituras. Cengage Learning Editores, 2003. pg 93-103.
NADAI, Elza. O ensino de história no Brasil: trajetória e perspectiva. Revista brasileira de História. São Paulo v.13, nº 25/26 set.92/ago.93
SCHMIDT, Maria Auxiliadora Moreira dos Santos. História do ensino de História no Brasil: uma proposta de periodização. História da Educação. 2012, p.73-91.
SILVA, André Chaves de Melo. Ensino de História, Cinema, Imprensa e Poder na Era Vargas (1930-1945). Anais do XIX Encontro Regional de História: Poder, Violência e Exclusão. ANPUH/SP-USP. São Paulo,2008.
______Imagens televisivas e ensino de história: representações sociais e conhecimento histórico. Tese. Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, 2010.

WENDT, Wanessa Tag. A República nos livros didáticos de história da era Vargas (1938-1945). Dissertação. Pontíficia Univesidade Católica, Curitiba, 2015.

17 comentários:

  1. Boris Fausto, em “História do Brasil” (p. 336) ao analisar a educação no período getulista assim diz: “o Estado tratou de organizar a educação de cima para baixo, mas em envolver uma grande mobilização da sociedade”. Como entender essa afirmativa de Fausto e a questão da educação para Vargas como uma forma de coesão nacional ao ditames do Estado se, segundo o historiador, não houve uma grande mobilização da sociedade?
    Everton Aparecido Moreira de Souza

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    1. Boa noite, Everton. Obrigada por sua pergunta.

      Acredito que apesar de se posicionar a favor de uma coesão nacional, o governo Vargas não buscava uma educação ampla, total e crítica. Recorri ao livro por vc citado, e como Fausto pontua "o governo adotou uma posição autoritária em relação a educação e outras áreas" (p.336). Cabe destacar também que na educação ( e em outras áreas) o governo Varguista colocou a frente das discussões seus aliados ou simpatizantes políticos, favorecendo assim a elaboração de uma educação pautada em certas questões e não aberta a um debate social mais amplo. Por isso, acredito ser essa a resposta a sua questão, apesar de promover uma educação voltada para o social e para a coesão, a organização educacional estava atrelada a um autoritarismo e centralismo político, não dando margem a uma maior mobilização social.

      Espero ter respondidos sua questão.

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  2. Boa noite,
    Gostaria de problematizar quais ideias foram defendidas por intelectuais vinculados ao Estado Novo. Como elas são trabalhadas nos materiais didáticos, como, por exemplo a questão da formação nacional.

    Vinicius Carlos da Silva

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    1. Boa noite, Vinicius. Obrigada por sua pergunta.

      Acredito que as principais ideias defendidas pelos intelectuais ligados ao governo varguista - entre eles, os citados no texto - e que se propuseram a pensar os currículos educacionais estavam ligadas a reformulação de uma história nacional e por conseguinte a leitura da realidade brasileira e o fortalecimento estatal.
      Enquanto realizava este trabalho uma das fontes que utilizei para a reflexão foram as discussões da FGV, que acredito apresentarem tal aspecto de maneira simples e didática. Claro, outros estudos mais críticos devem ser levados em conta, mas gosto de pensar as reflexões da FGV como um ponta pé inicial para tais discussões. Segue o link referente a essas informações: http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/anos30-37/IntelectuaisEstado

      Em relação a forma como tais ideais são trabalhados em materiais didáticos confesso ter pouco contato com eles. Porém, recorri a um livro didático (Projeto Radix, Ed. Scipione, ciclo: 2014-2016) para pensar a sua questão e não vejo de forma clara ou crítica as ideias desses intelectuais. No livro em questão não há um debate referente ao projeto de formação nacional varguista ligado a educação, suas discussões estão mais centradas nas mudanças político-administrativas do período. Porém, claro, esse é um caso isolado, outros materiais didáticos podem abordar outras questões e aspectos.

      Espero ter respondido sua pergunta.

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  3. Boa noite!
    Quando Vargas propôs mudanças no ensino, principalmente no Ensino de Historia, ele estava ciente que controlando a educação ele controlaria mais facilmente a Nação?

    Benedito Marcos Bigoto

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    1. Boa noite, Benedito. Obrigada por sua pergunta.

      Uma questão difícil de responder por medo de cair no anacronismo. Mas bem, acredito que todo o projeto político Varguista visava um mesmo fim, a saber, o fortalecimento nacional. Como pontuei, penso a educação como uma questão central para tal perspectiva e creio que o governo varguista tinha clareza quanto a isso. Por isso, considero que sim. Considero que o governo varguista sabia da potencialidade que os currículos de ensino ocupam na sociedade e que deter a organização de tais currículos seria fundamental para o projeto político que se buscava atingir.

      Espero ter respondido sua pergunta.

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  4. Boa Noite!
    Diante do texto levantado, analisado diante de uma conjuntura politica daquela época, qual a relação que poderíamos está dialogando com o contexto politico atual?

    Dilma Aparecida Santos Oliveira

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    1. Boa noite, Dilma. Obrigada por sua pergunta.

      Creio que as questões centrais levantadas por essas reflexões e que permitem um diálogo com a atual situação política do Brasil é a problematização das decisões governamentais como um projeto de país. Considero que assim como as legislações e ações do governo varguista referente a educação, analisar as posições e imposições que vêm se propondo e institucionalizando no Brasil atualmente revelam um determinado projeto de nação. Gostaria de destacar ainda que,
      como futura professora de História, acredito que tais reflexões são fundamentais em sala de aula para a formação do pensamento crítico dos alunos, permitindo que a sociedade seja pensada por meio dessas ações e posições políticas.

      Espero ter respondido sua pergunta.

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  5. Boa noite, minha pergunta esta relacionada a capacitação dos professores no período descrito, como essas novas especificações escolares eram inseridas na capacitação dos professores de forma que eles pudessem repassar ou não os objetivos do programa em sala de aula?

    Andreza Lima de Oliveira

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    1. Boa noite, Andreza. Obrigada por sua pergunta.

      Tais especificações quanto aos objetivos da disciplina de História foram inseridas na formação dos docentes. Segundo Katia Abud (1998) nas próprias Instruções Metodológicas que acompanhavam os programas e orientavam os professores para o exercício de sua prática pedagógica destacava-se a importância da História como um instrumento para o desenvolvimento do patriotismo e do sentimento nacional.

      Espero ter respondido sua pergunta.

      Referência: ABUD, K. M. Formação da Alma e do Caráter Nacional: Ensino de História na Era Vargas, São Paulo, 1998.

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  6. Olá Audrey!
    Ainda que Vargas tenha se valido dos currículos para a implantação de sua politica, como Você vê o resultado da formação da identidade nacional almejada por Vargas ?? Para além dos objetivos do Governo Vargas, quais os resultados desta identidade nacional para a formação do pensar do brasileiro?
    Gleice Cristina Lopes

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    1. Boa noite, Gleice. Obrigada por sua pergunta.

      Acredito que as ações varguistas tiveram grande impacto na sociedade brasileira, para além das políticas educacionais que citei no texto. Na minha opinião a grande popularidade de Vargas mudou a forma como os brasileiros passaram a ver a política e seus sujeitos, cabe lembrar de toda a comoção causada por sua morte assim como a adoração de algumas parcelas da população pelo "pai dos pobres" durante sua carreira política; não que tais situações ainda permaneçam hoje na sociedade brasileira, mas acredito que de certa forma elas mudaram a forma de se ver e entender o sujeito político no Brasil. Nessa perspectiva, creio que essa valorização da identidade nacional varguista acabou por refletir principalmente no aspecto cultural do Brasil: as datas cívicas que foram criadas e ainda sobrevivem, as personagens artísticas (como Carmem Miranda e Zé carioca) tidas como sujeitos símbolos do Brasil e, principalmente, o futebol como um esporte popular do brasileiro. Enfim, penso que as políticas de Vargas para o fortalecimento nacional de alguma maneira atingiram a sociedade brasileira e contribuíram para a identidade nacional assim como para o fomento de alguns esteriótipos.

      Espero ter respondido sua pergunta.

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  7. Layana Márcia Carvalho Pereira7 de abril de 2017 às 14:52

    Boa Noite. Esta reforma na educação nos cursos primários atendeu a necessidades de parte da população escolar (educação infantil) ?
    Layana Márcia.

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    1. Boa noite. Layana. Obrigada por sua pergunta.

      Bem, as legislações de que tratei no texto não discorrem diretamente sobre o ensino primário ou elementar. Como pontua Andreotti (2006) o ensino primário ou elementar não foi contemplado nessas legislações por serem de competência dos estados e municípios. Além disso, as reformas varguistas no momento, atreladas a um ideal nacionalista, buscava o fortalecimento nacional e também econômico, por isso, tais reformas estavam mais ligadas ao ensino superior e secundário.

      Espero ter respondido sua pergunta.

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